Mesmo emagrecendo, é preciso muito esforço para a construção de uma nova identidade.
Que gordinho, nunca ouviu que tem um rosto lindo, mas que se fosse "normal", seria lindo por inteiro. Como se o caráter tivesse apenas um belo rostinho, né? A sociedade julga, impõe e cedemos aos seus mandamentos.
Nunca fui o famoso gordinho "invisível", até porque a minha facilidade em me comunicar não permitia, mas fui: o melhor amigo, bolinha, gordinho viado. Sempre me perguntei isso, porque todo babaca chama um gordinho de viado? Como se a gordura definisse a condição sexual de um indivíduo.
Hoje, chamam isso de bullying, na minha época era dito "coisa" de criança. Coisa essa, que machucava e muito, porque não adianta alguém dizer para não se magoar. Mas, chega uma hora que a necessidade de mudar acontece, e acredite, é uma "falsa necessidade" de ser aceito.
Sofri por 26 anos para aprender que aceitação tem que ser algo interno, emagrecer não foi tão bom como pensei. É uma doce ilusão de que tudo melhora com a mudança da aparência, comer virou sinônimo de sofrimento e prazer ao mesmo tempo, duas coisas que não podem conviver. Fui fraco e cai na maior armadilha, a ditadura da magreza.
Emagreci de maneira saudável, fazendo reeducação alimentar, mas nada impediu que meu psicológico fosse abalado. E até hoje o medo do "passado" assombra e atormenta a cada mordida, e é a primeira vez que falo isso abertamente, porque vejo a necessidade de outras pessoas não passarem pelo mesmo. Fui gordinho sim, e não tenho vergonha disso.
Porém é importante ressaltar que a obesidade, seja infantil ou em adultos, é uma questão grave e que precisa ser tratada com cuidados médicos. Não estou fazendo apologia, apenas compartilhando alguns sentimentos e situações.
Nunca deixe que os outros te imponham condições para viver, seja feliz do seu jeito!
Que gordinho, nunca ouviu que tem um rosto lindo, mas que se fosse "normal", seria lindo por inteiro. Como se o caráter tivesse apenas um belo rostinho, né? A sociedade julga, impõe e cedemos aos seus mandamentos.
Nunca fui o famoso gordinho "invisível", até porque a minha facilidade em me comunicar não permitia, mas fui: o melhor amigo, bolinha, gordinho viado. Sempre me perguntei isso, porque todo babaca chama um gordinho de viado? Como se a gordura definisse a condição sexual de um indivíduo.
Hoje, chamam isso de bullying, na minha época era dito "coisa" de criança. Coisa essa, que machucava e muito, porque não adianta alguém dizer para não se magoar. Mas, chega uma hora que a necessidade de mudar acontece, e acredite, é uma "falsa necessidade" de ser aceito.
Sofri por 26 anos para aprender que aceitação tem que ser algo interno, emagrecer não foi tão bom como pensei. É uma doce ilusão de que tudo melhora com a mudança da aparência, comer virou sinônimo de sofrimento e prazer ao mesmo tempo, duas coisas que não podem conviver. Fui fraco e cai na maior armadilha, a ditadura da magreza.
Emagreci de maneira saudável, fazendo reeducação alimentar, mas nada impediu que meu psicológico fosse abalado. E até hoje o medo do "passado" assombra e atormenta a cada mordida, e é a primeira vez que falo isso abertamente, porque vejo a necessidade de outras pessoas não passarem pelo mesmo. Fui gordinho sim, e não tenho vergonha disso.
Porém é importante ressaltar que a obesidade, seja infantil ou em adultos, é uma questão grave e que precisa ser tratada com cuidados médicos. Não estou fazendo apologia, apenas compartilhando alguns sentimentos e situações.
Nunca deixe que os outros te imponham condições para viver, seja feliz do seu jeito!
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| Foto/ Reprodução: Discovery Esportes |

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